Tag: gol

O Rei faz 70 anos. Parabéns Pelé.

Neste sábado, dia 23 de outubor de 2010, Edson Arantes do Nascimento, o brasileiro nascido em Três Corações, filho de Dondinho e dona Celeste, chega aos 70 anos – com a aparência de quem tem muito menos. Edson virou Pelé nos tempos de Bauru e de lá saiu para construir a mais sólida e excepcional carreira de um jogador de futebol em todos os tempos. Virou Rei com toda razão.

Conforme documento guardado por um amigo de infância, a Liga Bauruense considerava que Pelé havia nascido em 21 de outubro, o que era um equívoco.

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Cantagalo faz 3 x 0 no Águia de Fogo.

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Jogando em casa, pela primeira rodada da segunda fase do Campeonato Infantil de Belo Horizonte, o Cantagalo Futebol Clube venceu o Águia de Fogo, equipe do Bairro Saudade por 3 x 0, gols de Caio, Deivid e Machalenta.

O Cantagalo contou com o ótimo desenpenho da sua zaga, composta por Deivid, Machalenta, Giulyano e Lúcio, que jogaram muita bola. Destaque também para o trio de volantes do meio campo, Willian, Gladson e Patrick, verdadeiros leões durante o jogo.

Jogador que também vem se destacando, o armador Luis, tem se especializado em belas assistências, o que tem ajudado muito nas vitórias do Cantagalo.

No ataque, a tradicional dupla Caio e Vivi, jogadores que buscam o gol o tempo todo.

O Cantagalo enfrentará agora, a equipe do Havaí, no campo do adversário, e espera novamente mais uma boa atuação, o que ajudará na classificação para a próxima fase do campeonato.

É importante destacar também a entrada dos jogadores Brendon, Jair, Brayan, Sem Terra e Higor, que mantiveram o elevado nível do Cantagalo no jogo.

Aos jogadores Lucas, Isaque e Pacote, que não entraram no jogo, nosso respeito por participarem do Cantagalo como verdadeiros atletas, respeitando todas as decisões tomadas pela Comissão Técnica e nossa garantia que as oportunidades virão para vocês.

Escalação:

Rafael, Deivid (Higor), Giulyano, Machalenta e Lúcio (Sem Terra); Willian, Gladson (Brayan), Patrick e Luis (Brendon); Caio e Vivi (Jair).

Comissão Técnica

Técnico: Marcos Pina
Assistente Técnico: Petersen Leko
Coordenador Técnico: Denilson Gambito
Orientador de Arbitragem: Naiderson Cristiano
Treinador de Goleiros: Guilherme Woll
Preparador Físico: Marcos Luiz
Gols: Caio, Deivid e Machalenta

Data: 11/09/2010 (Sábado)
Horário: das 9 às 11h
Local: Campo do Aliança

5 Comentários 12 de setembro de 2010

Quer virar craque de bola?

Se você sempre quis ser um grande jogador de futebol, mas não tinha a quem pedir umas dicas, aproveite. Ensinamos passo a passo nove lances clássicos dentro das quatro linhas.
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COMO PEGAR UM PÊNALTI.

Goleiro que é goleiro de verdade, não fica parado. Analisa bem o batedor e, geralmente muda o lado da última cobrança. Já para um goleiro de fim-de-semana, o melhor é escolher um canto, pular e torcer.

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1 – Dobre os joelhos, estique os braços e mexa-se para os lados nesta posição, para diminuir os espaços na visão do batedor.

2Pule em um canto depois da batida à meia altura, para poder descer ou subir a mão se a bola vier mais alta ou rasteira.

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COMO SAIR DO GOL EM CRUZAMENTO.

Todos os goleiros são unânimes: só saia se estiver bem colocado e com certeza de vai chegar na bola. Saia com coragem. Fique no centro do gol, e sempre de olho em quem vai cruzar.

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1 – Saia enquanto a bola ainda está em trajetória ascendente. E concentre-se nela, nunca no jogador adversário.

2 – Envolva a bola com a palma das mãos e os dedos, formando um triângulo.

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COMO BATER UM PÊNALTI INDEFENSÁVEL.

O bom batedor de pênalti sempre faz a cobrança com muita atenção. A maioria dos goleiros sempre sai antes. Se você der uma última olhada antes de chutar, marca tranquilo.

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1 – Ajeite a bola com o bico para baixo, para que ela não suba muito.

2 – Não olhe para o goleiro e tome seis passos de distância, para pegar bem e ter tempo de ver se o goleiro se adianta.

3 – Bata com a parte interna do pé, no canto, no alto e com força moderada, para a bola não subir muito.

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COMO DAR UM CHAPÉU.

Este é um dos dribles mais bonitos e desconcertantes do futebol: jogar a bola por cima do adversário e pegá-la do outro lado. E só pede um certo domínio de bola.

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1 – Com a bola rolando, dê um leve toque por baixo, para encobrir o zagueiro.

2 – Toque com o peito do pé, e de leve, para a bola não subir muito.

3 – Na seqüência, seja rápido: parta para pegar a bola do outro lado.

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COMO PARAR UMA JOGADA.

O importante é ser discreto. Faça uma falta que a regra permita, sem dar pancada. Carrinho, nem pensar!

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1 – Primeiro, acompanhe o adversário e segure-o pela camisa. Agarre de leve e disfarçadamente o oponente.

2 – Enrosque-se nele por trás, sem sentimentos, e faça-o dobrar os joelhos.

3 – Assim, os dois caem juntos, o que ameniza a gravidade da sua falta.

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COMO BATER UMA FALTA.

Próximo da área, jeito é melhor que força, e é preciso bater com a parte de dentro do pé, para colocar a bola longe do alcance do goleiro. Em faltas de longa distância, bata com o peito do pé, para dar direção e força à bola. Para jogadores mais habilidosos, vale a pena arriscar o famoso “três dedos”, onde se pega na pelota com os três dedos menores do pé, o que dá um efeito incrível na bola. Se você pegar bem na bola, o gol é quase certo.

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1 – Mantenha o pé de apoio paralelo à bola e o corpo levemente inclinado para trás.

2 - Bata com a parte interna do pé e “raspe-o” na bola.

3 – A bola vai fazer uma curva. O ideal é que ela passe por cima do segundo homem da barreira.

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COMO CABECEAR.

Você pode se tornar artilheiro da sua equipe fazendo gols de cabeça. Você pode treinar também como os defensores, aprendendo o treinamento de tirar a bola do seu gol.

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1 – Primeiro, acompanhe a trajetória da bola.

2 – Suba jogando um dos pés para trás, para formar uma alavanca.

3 – Bata com a testa na bola, de olhos abertos, e, se der, cabeceie para o chão.

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COMO DESARMAR O ADVERSÁRIO.

Se o jogador é mais forte e menos habilidoso, não trombe, desarme-o antes da bola chegar nele. Não dê logo o bote, senão o atacante já pensa na jogada.

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1 – Olhe somente a bola, fique próximo ao adversário e não dê espaço.

2 – Tome a iniciativa e toque na bola de qualquer jeito.

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COMO APLICAR UM DRIBLE CLÁSSICO.

O drible é a máxima expressão da arte no futebol. Pra fazer bem feito, tem que ter “malandragem”, ter coragem e ousadia. Experiência no futebol de salão ajuda, pois nele é preciso pensar rápido e antever os movimentos do marcador. Também é necessário que o jogador tenha boa explosão muscular e confiança na sua habilidade.

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1 – Conduza a bola com a parte interior do pé direito e finja que vai conduzir a bola para a esquerda.

2 – No que o zagueiro for para a esquerda, vire rapidamente a bola com o pé para o lado direito.

3 – Siga pela direita, conduzindo a bola com o lado externo do pé, o que vai tirar completamente o marcador da jogada.

16 Comentários 3 de setembro de 2010

11 regras do futebol de rua.

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Futebol de rua sempre traz boas recordações da infância. Lembro quando a gente jogava bola na nossa rua estreita e acabava acertando a janela do Seu Zé Vermelho, um senhor já com idade avançada – mais ou menos 70 ou 80 anos. Ele ficava tão enfurecido que logo saía para gritar com todo mundo. O problema é que ele já não tinha mais tanta força nos pulmões e, por mais que se esforçasse, não conseguia atingir o volume desejado na hora de esbravejar. A turma toda acabava rindo muito da cara dele, o que o deixava mais bravo e cada vez mais vermelho, daí o apelido Zé Vermelho.

Abaixo, algumas regras básiscas para se disputar esse esporte genuinamente brasileiro.

1) A BOLA

A bola pode ser qualquer coisa redonda, como uma laranja, uma lata vazia ou até mesmo um coco. No desespero, usa-se até uma bola mesmo.

2) O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, pedras, camisas emboladas, latas vazias, chinelos e até os livros que você leva pra escola. A largura é de um passo, mais ou menos um metro.

3) O CAMPO
A largura do campo vai de um meio-fio ao outro, já o comprimento é equivalente a 3 casas e meia. Nos clássicos, o comprimento é de um quarteirão inteiro, isso mesmo, uma rua todinha do mais tosco futebol.

4) DURAÇÃO DO JOGO
Normalmente é assim: 5 vira e 10 termina, ou, até o dono da bola, cansado de ficar “na de fora” ir embora. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5) FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a não-sei-quantos jogadores de cada lado. Ruim fica lá atrás, não deixando fazer gol. O meia-boca joga na ponta, esquerda ou direita, depende da perna que faltar. O de óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é sempre beque. Os moleques menorzinhos ficam espalhados pelo campo, correndo e atrapalhando todo mundo. Vai que sai um gol.

6) O UNIFORME
Com camisa e sem camisa, todos descalços. Simples assim.

7) O JUIZ
Quê juiz?

8) AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:

a – Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar um voluntário (geralmente o menor) para bater no portão da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.

b – Quando passar na rua qualquer garota muito gostosa. Muito gostosa mesmo!

c – Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é gol.

9) AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições no caso de um jogador ser arrastado para casa pela orelha para fazer lição ou em caso de atropelamento.

10) AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é quando o adversário é arremessado dentro do bueiro.

11) A JUSTIÇA ESPORTIVA
Todos os casos serão resolvidos na porrada mesmo.

1 Comentário 3 de novembro de 2009

Cantagalo x Santa Lúcia. Lama na semi-final do Campeonato Infantil de 2006.

Por Denilson Gambito

O sol resolveu se ausentar do jogo naquele dia, sabia que a coisa ia ser feia. O céu, testemunha da partida, se acinzenta, deixando tempo completamente fechado. O temporal, já em seu terceiro dia, anuncia que a partida do Cantagalo vai ser dura.

O povo, acostumado com as amarguras do dia-a-dia, não se deixa intimidar pelo tempo feio. Nada cala o batuque no bar, e a teimosa fumaça do churrasquinho se espalha sobre o campo, escurecendo ainda mais o dia. A torcida comparece – o Santa Lúcia que se cuide, hoje é dia de decisão, e o Cantagalo vai “partir com tudo”. Movimentação de atletas e torcedores – os bastidores da lama. O treinador Marcos Pina chama todos os jogadores para reunião no pequeno e pichado vestiário. Todo cuidado para não acender a luz, a goteira no meio da lâmpada pode fazer a fiação pegar fogo. O treinador Pina, aos berros, chama a atenção de Dogão – atacante principal do Cantagalo – sobre a sua importância nesse jogo. “Hoje você vai decidir”, grita Pina na cara de Dogão, que, estático, ouve sem dizer nada.

Realmente, a psicologia tem suas particularidades na várzea. Catatau (respeitado ex-jogador), auxiliar técnico de renome, chama Dogão, atacante talentoso, para uma conversa ao pé do ouvido. O assunto é a chuva que cai com força no campo, manter-se de pé nessas condições já seria uma vitória. Mas o Cantagalo precisava vencer, então Catatau conta a estratégia do time para ganhar a partida e se classificar para a final contra o Santa Cruz, equipe mais forte do campeonato.

As mãos negras de Catatau, firmes como sucupira, seguram Dogão pelos ombros, enquanto ele explica o que a comissão técnica deseja:

– Dogão, hoje você vai jogar na lama. Isso mesmo, na lama! Esquece tudo que você sabe, vamos ganhar o jogo na lama. A gente é que nem bicho, não gosta da água não, ainda mais barro. Escolhe aquela poça na quina da área adversária e fica lá, não saia por nada. A bola vai te achar lá, no meio do barro, onde ninguém vai te marcar….

Dogão, meio incrédulo, balança a cabeça concordando.
– Sim senhor, professor.

Jogo feio, trinta e cinco do segundo tempo, placar empatado, jogo pesado, duro, violento. O Santa Lúcia prefere o empate pra levar pros pênaltis, já o Cantagalo quer vencer a qualquer custo.
Chutão pra todo lado, o temporal insano, treinadores à beira do ataque de nervos. Denilson Gambito, supervisor técnico do Cantagalo, já está com os cabelos encaracolados completamente lisos, de tanta chuva na cabeça. O treinador Pina, sem voz, apenas olha para o céu, vendo a chuva cair impiedosamente. Catatau, conhecido por nunca entregar os pontos, continua gritando com Dogão: “fica onde eu mandei, fica na lama”. Parecia que ninguém sabia onde um jogo tão feio chegaria. Catatau sabia.

Willian Preto, volante raçudo do Cantagalo, dá um bico pra frente. A bola viaja lamacenta, pesada, atravessa como um tijolo o campo molhado, caindo exatamente onde? Na poça barrenta perto da grande área do Santa Lúcia. Quem está lá? Sujo feito um soldado na guerra, atolado no barro Dogão, o artilheiro, que sem pensar duas vezes e sem marcação alguma, dá um dedão em direção ao gol, sem dó nem piedade. O goleiro tenta em vão pular na bola. É gol, gooooooooool. Dogão, com os dois dedos indicadores apontados para o céu, meio que agradecendo a São Pedro a oportunidade de virar história na comunidade. Ainda dá tempo de olhar para o banco de reservas e dizer para o Catatau – esse é seu, professor.

Festa na favela, o Cantagalo está na final.

1 Comentário 3 de novembro de 2009


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