Tag: churrasco

Dicas para o seu churrasco.

• A técnica de acender o fogo com pão velho embebido em álcool está ultrapassada. Há, no mercado, produtos especiais para esse tipo de acendimento, que fornecem, além de segurança, a garantia de fogo mais uniforme.

• Na hora de acender o fogo, nunca utilize produtos poluentes como plástico, gasolina e óleo diesel, pois existe um grande risco de contaminar e interferir no paladar da carne, além de não serem métodos seguros.

• Nada de espalhar o carvão pela churrasqueira inteira logo de início. Procure deixar apenas de um lado da churrasqueira. Só depois que a brasa estiver firme e incandescente, você pode espalhá-lo por igual.

• Depois de ter acendido o fogo, o ideal é esperar pelo menos meia hora para colocar a carne. Antes disso, deixe o braseiro firmar bem, sem chamas ou fumaça e com temperatura elevada.

• Espetar a carne exige, além da técnica, os espetos adequados. A posição correta é segurar o espeto com a mão direita paralelamente à mesa, enquanto se apóia a carne com a mão esquerda.

• A distância ideal entre a carne e o fogo deve ser de aproximadamente 30 centímetros para carne sem osso e 50 centímetros para carne com osso.

• O sal grosso é o mais indicado para o churrasco no estilo brasileiro. Você deve espetar a carne colocando bastante sal dos seus dois lados, na própria churrasqueira. Ao manusear o espeto, o excesso de sal vai caindo no fogo.

• Para retirar o excesso de sal e servir, segure o espeto no ar e bata com as costas da faca.

• Não tem jeito: em todo churrasco que se preze é comum aparecer um convidado que não come carne. Para evitar situações embaraçosas e ser um bom anfitrião, é bom ter sempre reservado um peixe ou frango para essas ocasiões.

• Os peixes mais indicados para grelhar são o salmão ou o mero. E não esqueça: para grelhar o peixe é indicado o uso de sal fino.

• Para que o calor não carbonize as proteínas da carne, a dica é assar a peça com sua própria gordura sempre que possível. Ao fazer isso você protege contra o calor intenso da churrasqueira.

• A fraldinha, corte que fica ao lado do filé mignon é mais macia e saborosa, por isso a melhor para ser assada na grelha. Já o fraldão, final da costela, e é menos macio.

• A boa costela tem que ter camada de gordura para não ressecar. A melhor parte da carne é a central. Para dar mais sabor, asse a costela a 60 centímetros da brasa com a parte dos ossos virada para o braseiro.

• Em hipótese nenhuma use sal grosso úmido. Isso faz com que a carne absorva muito mais o sal, o que compromete o sabor. Para retirar a umidade do sal, basta aquecer o produto por alguns minutos até que fique seco.

• Para não estragar as carnes na hora de prepará-las ou servi-las, mantenha o fio das facas sempre no ponto exato de corte. Adquira um bom afiador.

• Tenha em mãos um bom kit de churrasco. Facas, abridor de garrafas, garfos e espetos, de preferência de aço inoxidável, não podem faltar.

• Pense no tempo de preparo da carne antes de ir ao supermercado. Picanha, maminha, alcatra e fraldinha são preparadas rapidamente. Já costela e cupim devem ser assados lentamente.

• Para temperar as carnes, o bom e velho sal grosso é a opção mais recomendada. Se quiser inovar, a dica é acrescentar pimenta-do-reino. Já o frango e o cordeiro podem ser marinadas.

• Evite as carnes congeladas. Depois de passar pelo freezer, o alimento perde o sabor e fica mais duro. Na escolha da peça observe a espessura. Quanto mais grosso, melhor.

• A picanha e a costela, principalmente, têm de ter boa manta de gordura. Isso garante a maciez do assado e, consequentemente, o sucesso do churrasco.

• Prefira colocar a peça inteira no espeto. Caso precise fatiar, corte na transversal em relação às fibras. As facas utilizadas devem estar sempre afiadas. Facas cegas fazem a carne perder o sumo e, também, perder o sabor.

• Prepare a carne para aperitivo meia hora antes dos convidados chegarem. Só depois que todos estiverem presentes é que se prepara as carnes principais.


Cálculo para 100 homens

• 25 quilos de picanha (25%)
• 6 quilos de maminha (6%)
• 4 quilos de frango (4%)
• 4 quilos de linguiça (4%)
• 150 pãezinhos

• 480 latas de cerveja


Cálculo para 100 mulheres

• 20 quilos de picanha (20%)
• 6 quilos de maminha (6%)
• 3 quilos de frango (4%)
• 3 quilos de linguiça (4%)
• 150 pãezinhos

• 400 latas de cerveja

Deixe um comentário 2 de dezembro de 2009

Novo Aarão Reis, onde os fracos não tem vez.

carvao2

Por Denilson Gambito.

Bairro Novo Aarão Reis, início da tarde, sol de dezembro, o entrelaçado de crianças pra lá e pra cá. É, não é apenas um domingo qualquer. O pandeiro, o batuque, a fumaça do churrasquinho no botequim à beira do alambrado anunciam mais uma partida do Cantagalo.

A comunidade em festa, vai ter futebol.

É carrinho de pipoca, bebê chorando, bêbado enchendo o saco, funk, pagode, tudo junto e misturado, impossível de descrever. Aos poucos, os amigos mais chegados vão se aproximando, o carro velho com o escudo do time no vidro de trás, kombis… Um ônibus 89, com as estrelas de camisas listradas de amarelo e preto batucando nos encostos dos bancos o pagode que a molecada sabe de cor, é a esperança de gol. O mulato simpatia anuncia a chegada do time adversário – o inimigo do dia. A disputa do caneco dourado na beira de campo vai começar.

Do outro lado, o presidente do time local acerta os bastidores, enquanto o velho e abnegado roupeiro confere as torneiras enferrujadas do modesto vestiário. Chega o trio amarelo da arbitragem, franzinos juízes – a segurança, garantia da casa. Auxiliares do time já preparam o saco de pó de carvão, é necessário marcar o campo de terra batida para o espetáculo. Nesse jogo, a tradicional marca de cal será negra, será carvão mesmo, já que sempre sobra aquele pó preto nos sacos usados para churrasco.

Os minutos vão passando, iniciada a preleção, os garotos da comunidade já começam a ocupar seus lugares no alambrado, foguetes a postos, os corneteiros já dão o tom das suas reivindicações, velhos, crianças, senhoras, todos param por um instante, o Maracanã é ali, naquele retângulo irregular, mal feito, de terra, com pequenas ilhas de grama, o rio barrento e sujo à beira do campo é o limite do fim do bairro.

Gandulas, audaciosos malabaristas que buscam perdidas bolas em mata fechada, em rio lamacento, o espetáculo não pode parar. Faltam poucos minutos para o apito inicial. É possivel ver o roupeiro, ex-jogador do time, atravessando o campo com volumosas sacolas de lona de caminhão com as cores do seu glorioso time do coração. Ainda dá tempo de olhar e desejar aquela taça dourada.

O relógio anda, aparecem os guerreiros, uniformizados preparados para a peleja. O sol vai vagarosamente perdendo sua força, deixando que apenas os jogadores brilhem. A torcida insana trepada no alambrado empurra o time, o Juiz observa, confere o cronômetro, olha para os bandeirinhas. O cheiro do churrasco fica mais forte, um cachorro atravessa correndo o campo.

O mundo para – o zunido estridente do apito parece entrar no ouvido de todos, começa a disputa.

Deixe um comentário 3 de setembro de 2009


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